Para qualquer saber na esfera do conhecimento humano, há uma relação directa entre a maturidade e a consciência da unidade de tempo, uma vez que a unidade de tempo pode ser um dia, um ano, ou qualquer outro período de tempo contabilizável. Contudo, aquela será sempre a unidade que o Eu consciente se servirá para avaliar e medir as circunstâncias da vida, e pela qual, o seu intelecto medirá e avaliará os factos da existência temporal. Por outro lado, a experiência e a sabedoria adquirida nas muitas vidas já vividas, as quais, conduzem o Homem à vida eterna, são o modelo que a mente humana dispõe para reconhecer e para avaliar uma experiência adquirida num passado, com o único propósito de a ligar a uma situação presente, como são também, o cânone que a mente dispõe para vaticinar sobre um futuro, para nele procurar um significado que se adapte a uma acção do presente. Na verdade, quando a mente humana reconhece um passado, e se revê no futuro que projectara, passa a exercer em cada plano temporal o infinito do seu Eu. E, assim sendo, para iluminar o verdadeiro significado do presente, a maturidade do Eu em desenvolvimento traz ao mesmo tempo o passado e o futuro. E tanto mais, que quando o Eu amadurece, passa a procurar as experiências vividas em sedimentos do passado cada vez mais lendário e mais remoto, enquanto que a antevisão da sua sabedoria, procura penetrar profundamente no desconhecido e no misterioso futuro que o aguarda. Por isso, a maturidade, que é gerada na experiência dum passado, engrandece e tonifica os valores do futuro.
Mas, se a unidade de tempo da maturidade está proporcionada a revelar a relação existente entre o passado, o presente e o futuro num contínuo eterno sem fim, a unidade de tempo da imaturidade concentra o seu valor no momento presente, e com uma tal intensidade, que o separa da sua verdadeira relação com o não presente, quando na realidade, nos níveis do infinito e do absoluto, o momento presente contém tudo o que foi do passado, bem como tudo o que será do futuro, porque: o EU SOU, significa também EU FUI, e EU SEREI. E isso representa o nosso melhor conceito de eternidade e do Eterno.
Meus Irmãos, cada idade sucessiva do Universo, é a antecâmara da próxima era do crescimento cósmico, e cada época do Universo proporciona um destino imediato para todos os estágios precedentes. O cosmos, em si, e por si próprio, é uma criação perfeita. Pois, é a própria divindade em potência. Mas, para que o Homem compreenda qual é a relação que ele têm para com esta divindade, e para o cosmos em particular, terá ainda que ultrapassar os níveis animais em que se encontra, e pelo desbastar da “Pedra Bruta”, chegar aos níveis de semelhança com Deus. Então, nesse Olímpico estado, finalmente compreenderá, que apesar de por princípio, a divindade absoluta ser eterna, os deuses estão relacionados com o seu tempo, como se fossem meras experiências da própria eternidade, para que aquela seja uma perpetuidade temporal, e se transforme no agora que perdurará para sempre.
Por outro lado, o Homem sabe que os números são a linguagem de Deus, pois proporcionam à mente finita uma base conceptual para a contemplação da infinidade. Por isso, vejamos, quanto de verdade existe neste axioma: na verdade, não há limitação quantitativa para os números, mesmo para a compreensão da mente finita, uma unidade adicionada a um número, poderá ser sempre por ela visualizada, por maior que aquele número seja. Por conseguinte, estando o número relacionado com o infinito, dado que não importa quantas vezes repetimos uma adição a um número, podemos de igual modo, associar a Matemática aos anseios e aos quereres do Homem, uma vez que apesar daquele em dado momento do tempo finito que dispõe e do status que alcançou ter alcançado uma meta, na verdade, mais cedo ou mais tarde, acabará por ansiar por novas metas e novos objectivos, e tais aventuras de crescimento do Homem, renovar-se-ão para sempre na plenitude do tempo e nos ciclos da eternidade. No entanto, pelas leis da Natureza, em cada grau do seu conhecimento, o Homem terá que saber esperar a indispensável maturação deste. Pois, sendo a paciência um privilégio dos mortais cujas unidades do seu tempo disponível são muito curtas, a verdadeira maturidade transcende será a tolerância nascida da compreensão real e verdadeira.
Assim, podemos concluir que para o Homem, tanto faz um milhão, ou um bilhão de momentos, dado que não lhe farão qualquer diferença, uma vez que os números deixaram há muito de ter qualquer significado para o propósito cósmico e divino deste. E tanto mais, que a sua escolha, adicionada à escolha que o grande Arquitecto do Universo para ele fizera, tornar-se-ão, em união, no espírito que toma a forma da Luz Eterna. E tanto mais, que ao nível do absoluto e do eterno, a realidade potencial é tão significativa quanto a realidade factual. Apenas para o nível finito, e para os profanos presos ao tempo, parece haver uma grande diferença.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário